O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu a necessidade urgente de um reforço na colaboração entre o Governo e o sector privado, como forma de garantir maior previsibilidade no ambiente económico nacional.
A posição surge num momento em que empresários continuam a manifestar preocupações quanto à volatilidade das políticas económicas e aos desafios estruturais que afetam o investimento no país. Segundo Massingue, a criação de um clima de confiança mútua é essencial para impulsionar o crescimento sustentável.
As declarações foram tornadas públicas através da sua página oficial na rede social Facebook, onde sublinhou que o diálogo institucional deve ser fortalecido com o executivo liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo.
“É essencial fortificar a colaboração entre o sector privado e o Governo, para garantir um ambiente de negócios mais previsível, competitivo e capaz de atrair investimentos que acelerem o desenvolvimento económico de Moçambique”, escreveu Massingue.
Analistas económicos ouvidos por este jornal consideram que a previsibilidade regulatória e a consistência das políticas públicas são fatores determinantes para a atração de investimento estrangeiro direto, sobretudo num contexto global marcado por incertezas económicas.
A CTA, enquanto principal representante do sector empresarial moçambicano, tem reiterado a importância de reformas estruturais, incluindo a simplificação de processos administrativos e a melhoria do acesso ao financiamento, como pilares para dinamizar o sector produtivo.
Entretanto, fontes governamentais indicam que estão em curso iniciativas visando o reforço do diálogo com o empresariado, embora reconheçam que persistem desafios na implementação eficaz de políticas orientadas ao crescimento inclusivo.
O posicionamento de Massingue reacende o debate sobre o papel estratégico da cooperação público-privada no desenvolvimento económico de Moçambique, num período em que o país procura consolidar a sua recuperação económica e atrair novos fluxos de investimento.
