
O Presidente da República, Daniel Chapo, conferiu, esta quarta-feira, posse a Felisberto Dinis Navalha como novo Governador do Banco de Moçambique, colocando-o à frente da instituição responsável pela condução da política monetária e pela preservação da estabilidade financeira do país.
A tomada de posse marca uma mudança de liderança no banco central e ocorre num contexto em que o Governo pretende aproximar o sistema financeiro das necessidades concretas da economia e da população.

Durante a cerimónia, Daniel Chapo lançou um conjunto de orientações à nova administração, defendendo o reforço da estabilidade financeira, o fortalecimento do sistema bancário e a criação de melhores condições de acesso ao financiamento.
Para o Chefe do Estado, a estabilidade económica não deve ser encarada apenas como um indicador macroeconómico, mas como um instrumento capaz de produzir efeitos sobre a economia real, nomeadamente através do estímulo ao investimento, do apoio à produção e da criação de emprego.
O desafio do crédito à economia

Um dos principais desafios colocados à nova liderança do Banco de Moçambique é a necessidade de fazer com que o sistema financeiro responda de forma mais efectiva às necessidades das empresas, dos investidores e da população.
A orientação presidencial para maior acesso ao financiamento coloca no centro do debate a relação entre estabilidade monetária e crescimento económico. A questão que permanece é saber até que ponto a nova administração conseguirá equilibrar o controlo da estabilidade financeira com a necessidade de dinamizar o crédito à economia.
Chapo apelou ainda à preservação dos avanços alcançados pelo banco central, mas reconheceu a existência de áreas que precisam de ser corrigidas e modernizadas.
A exigência presidencial abre, assim, uma nova frente de responsabilidade para Felisberto Navalha: manter a credibilidade e a estabilidade da instituição, sem perder de vista a pressão por uma maior contribuição do sector financeiro para o desenvolvimento económico.
Fim do ciclo de Rogério Zandamela
Na mesma cerimónia, Daniel Chapo agradeceu ao governador cessante, Rogério Zandamela, pelo trabalho desenvolvido durante o período em que esteve à frente do Banco de Moçambique.
A saída de Zandamela encerra um ciclo de liderança e transfere para Navalha a responsabilidade de dar continuidade aos avanços institucionais, enfrentar as limitações identificadas e conduzir o processo de modernização do banco central.
O novo governador assume, deste modo, uma instituição cuja actuação terá impacto directo sobre questões centrais da economia nacional, como a estabilidade financeira, o funcionamento do sistema bancário e as condições de financiamento.
A expectativa agora recai sobre a capacidade da nova administração de transformar as orientações presidenciais em medidas concretas e resultados perceptíveis na economia e na vida dos moçambicanos.
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