
A crise de combustíveis continua a afectar a província de Nampula, onde automobilistas e transportadores enfrentam dificuldades para abastecer, com relatos de longas filas e dias de espera nas bombas de combustível. A situação é também reconhecida pela Petróleos de Moçambique (Petromoc), que admite constrangimentos no abastecimento e aponta para limitações no processo de facturação
A crise de combustíveis continua a afectar a província de Nampula, onde automobilistas e transportadores enfrentam dificuldades para abastecer, com relatos de longas filas e dias de espera nas bombas de combustível.
A situação é também reconhecida pela Petróleos de Moçambique (Petromoc), que admite constrangimentos no abastecimento e aponta para limitações no processo de facturação e disponibilidade de produto no terminal de Santiago de Nacala.
Entenda o caso
Segundo a Petromoc em Nampula, apesar de existirem programas de abastecimento, têm-se registado dificuldades na facturação, situação que está a condicionar o fornecimento de combustíveis. A empresa refere igualmente que camiões continuam a chegar ao terminal para carregar e descarregar produto.
A empresa reconhece que a situação chegou a ser crítica, tendo sido necessário recorrer a um reforço de combustíveis proveniente da província de Cabo Delgado.
“Estávamos muito mal. Tivemos que receber algum reforço de Cabo Delgado”, explicou a Petromoc, acrescentando que havia indicações de que um navio deveria atracar no dia 24 de Setembro.
A empresa espera que, após a chegada do navio e a consequente injecção de combustível no terminal de Santiago de Nacala, seja possível determinar com maior precisão as quantidades disponíveis para abastecer a província.
“Depois desta injecção ao nível do terminal é que vamos ter a informação real sobre a quantidade de combustível já existente”, explicou a Petromoc, sublinhando que, até ao momento, ainda não dispunha de dados definitivos sobre os níveis de stock.
O que acontece agora
Enquanto isso, automobilistas relatam dificuldades para encontrar gasolina e gasóleo, com alguns a permanecerem vários dias junto às bombas na tentativa de conseguir abastecer.
“Desde que chegámos aqui, na quinta-feira, não há combustível”, relatou um automobilista, que se queixa também de situações em que o combustível chega às bombas, mas não é disponibilizado de forma regular aos consumidores.
Os utentes questionam igualmente as razões pelas quais a escassez se prolonga em Nampula, enquanto, segundo relatam, a situação não se verifica com a mesma intensidade noutras províncias.
A crise tem provocado longas filas e constrangimentos para transportadores e demais consumidores, que apelam a uma explicação sobre a origem da ruptura e à normalização do fornecimento de gasolina e gasóleo na província
Fonte original: O País – A verdade como notícia



