PCA da TV Sucesso reage a críticas, rejeita acusações de incitação à violência e reafirma compromisso com jornalismo de denúncia e responsabilidade social
O apresentador do programa “Moçambique em Concerto” e Presidente do Conselho de Administração (PCA) da TV Sucesso, Gabriel Júnior, conhecido popularmente como “Filho do Povo”, afirmou neste domingo, 01 de março de 2026, estar a enfrentar perseguições, mas garantiu publicamente que nenhum Governo conseguirá silenciar a estação televisiva.
As declarações foram proferidas durante a emissão do programa “Moçambique em Concerto”, num contexto marcado por críticas de colunistas e comentadores que acusam a TV Sucesso de incitar à violência e de adotar uma postura contrária ao Executivo.
“Nenhum Governo vai derrubar a TV Sucesso”
De forma direta e sem reservas, Gabriel Júnior classificou as acusações como tentativas deliberadas de desacreditar o trabalho desenvolvido pela estação.
“Nenhum Governo deste país vai conseguir derrubar a TV Sucesso. Nós continuaremos a mostrar a verdade”, afirmou.
Segundo o comunicador, a televisão desempenha um papel social que, no seu entendimento, a distingue no panorama mediático nacional, sobretudo na denúncia de irregularidades, na revelação de casos ocultos e no apoio direto a comunidades vulneráveis.
Linha editorial: elogiar o que está bem, denunciar o que está mal
O PCA sublinhou que a linha editorial da TV Sucesso assenta em dois pilares fundamentais: reconhecer ações positivas das instituições públicas e chamar atenção para falhas que prejudiquem os cidadãos.
“Alertar para irregularidades não é falta de respeito. É responsabilidade social”, declarou.
Para Gabriel Júnior, o exercício do jornalismo implica compromisso com o interesse público, não podendo ser confundido com afronta institucional quando se trata de factos verificáveis.
Relatórios “maquiados” e decisões distorcidas
Durante a sua intervenção, o apresentador levantou uma questão estrutural que, segundo ele, contribui para a existência de falhas na governação local: a produção de relatórios falsos ou distorcidos enviados por dirigentes locais aos seus superiores hierárquicos.
De acordo com o PCA, tais práticas acabam por induzir decisões baseadas numa realidade diferente daquela vivida pelas populações.
“Muitos líderes decidem com base em relatórios que não refletem o que realmente acontece no terreno”, afirmou.
Apreensão de donativos e responsabilidade institucional
Relativamente aos casos recentes envolvendo apreensão de donativos e consequentes detenções, Gabriel Júnior foi enfático ao afastar qualquer responsabilidade da estação televisiva.
“A TV Sucesso não prende ninguém”, frisou.
Segundo explicou, as detenções são competência exclusiva das autoridades competentes, nomeadamente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), cabendo a esta instituição investigar eventuais práticas ilícitas. Acrescentou que eventuais irregularidades na gestão de bens destinados à população devem ser imputadas aos dirigentes diretamente envolvidos.
Duas décadas de ação social
Para além da vertente jornalística, Gabriel Júnior destacou o trabalho social desenvolvido pelo grupo ao longo de mais de vinte anos. Entre as iniciativas mencionadas estão a receção e distribuição de camiões de donativos, bem como o financiamento de exames de DNA gratuitos para famílias carenciadas.
Segundo o comunicador, estas ações têm contribuído para transformar vidas, embora raramente recebam o mesmo destaque público que eventuais falhas pontuais no exercício jornalístico.
Prestação de contas e liberdade de imprensa
No encerramento da sua intervenção, o PCA deixou uma mensagem dirigida aos gestores públicos e dirigentes institucionais:
“Quem decide servir o povo e gerir recursos provenientes dos impostos deve estar preparado para prestar contas.”
Reforçando o compromisso com a verdade, Gabriel Júnior sublinhou que o jornalista não deve mentir, mas também não pode ser intimidado por denunciar factos reais.
