GAZA QUER TRANSFORMAR A MANDIOCA EM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

Governadora Margarida Mapazine aposta na modernização da produção e industrialização do tubérculo para responder à crescente procura e impulsionar empregos na província
A Governadora da Província de Gaza, Margarida Mapazine, defendeu a necessidade urgente de aprimorar as tecnologias de produção da mandioca, numa altura em que cresce significativamente a procura pelo tubérculo, considerado um dos alimentos mais energéticos e resistentes do mundo.
Segundo a dirigente, a mandioca representa actualmente um dos principais pilares da economia agrícola provincial, movimentando anualmente cerca de 3.760 milhões de meticais em Gaza, facto que demonstra o seu elevado potencial económico e social.
Durante um encontro de reflexão sobre cadeias produtivas agrícolas e processamento industrial, Margarida Mapadzene destacou que a província reúne condições favoráveis para elevar os níveis de produção e transformação da mandioca, sobretudo devido à sua versatilidade e múltiplas aplicações industriais.
“A mandioca é um dos alimentos mais ricos em energia do mundo e, na nossa província, desempenha um papel muito importante na estratégia económica. É um pilar da agricultura familiar e capaz de gerar milhares de empregos, contribuindo para que as comunidades alcancem a tão desejada autonomia financeira”, afirmou a governante.
A responsável sublinhou ainda que o tubérculo não deve ser visto apenas como produto alimentar tradicional, mas também como uma matéria-prima estratégica para sectores como a indústria farmacêutica, produção de farinhas enriquecidas, rações, biocombustíveis e outros derivados industriais.
Fontes ligadas ao sector agrícola provincial defendem que a modernização da cadeia de valor da mandioca poderá representar um passo decisivo na redução da pobreza rural, aumento da renda familiar e fortalecimento da segurança alimentar nas comunidades mais vulneráveis da província.
Além da análise em torno da mandioca e seus derivados, o encontro serviu igualmente para avaliar o estágio actual da produção e processamento de frutas na província, com destaque para os citrinos, o ananás e o falso fruto da castanha de caju, culturas consideradas estratégicas para diversificação económica e expansão agroindustrial.
Especialistas presentes no evento alertaram, entretanto, para a necessidade de maiores investimentos em tecnologias de conservação, irrigação, assistência técnica e acesso ao mercado, factores apontados como cruciais para garantir competitividade e sustentabilidade ao sector agrícola de Gaza.
A aposta na industrialização agrícola surge numa fase em que o Governo Provincial procura consolidar cadeias de valor capazes de transformar a produção familiar em negócios sustentáveis, promovendo emprego juvenil, inclusão económica e desenvolvimento rural integrado

Ângelo Zacarias

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