O Governo do Distrito da Manhiça assegura que os serviços públicos no Posto Administrativo de Calanga continuam a funcionar normalmente, contrariando informações que circulavam sobre eventuais constrangimentos. A garantia consta de uma nota oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, na qual a administração distrital procura esclarecer o ponto de situação no terreno.
Segundo o documento, “os serviços no Posto Administrativo de Calanga mantêm-se plenamente funcionais”, reforçando a ideia de estabilidade administrativa numa altura em que várias comunidades enfrentam os efeitos das cheias.
No mesmo comunicado, as autoridades detalham o processo de distribuição de kits de apoio destinados às famílias afectadas, indicando que a acção decorreu nas localidades de Lagoa-Phate e Chécua. A iniciativa foi realizada no âmbito de uma colaboração entre parceiros do Governo Distrital e as autoridades locais, numa tentativa de mitigar os impactos humanitários provocados pelas intempéries.
Apesar disso, o processo não esteve isento de desafios. A administração revela que, mesmo após um trabalho prévio de levantamento e validação de beneficiários — conduzido com o envolvimento de facilitadores comunitários e líderes locais —, houve interferências externas que geraram tensões.
“Registou-se a intervenção de um grupo de jovens com proposta de alteração das listas e critérios”, refere a nota, acrescentando que a situação exigiu “gestão e clarificação adicional junto das estruturas competentes”.
Fontes locais indicam que estas tentativas de alteração levantaram dúvidas sobre a transparência e os critérios de selecção, obrigando as autoridades a reforçar os mecanismos de comunicação e validação.
De acordo com o Governo Distrital, nesta fase, o apoio está a ser canalizado para grupos considerados prioritários e mais vulneráveis, nomeadamente idosos em situação de fragilidade, pessoas com deficiência com limitações físicas, mulheres grávidas, mães com crianças até um ano de idade em condições precárias, bem como famílias chefiadas por menores.
“As acções seguem critérios previamente definidos e alinhados com os parceiros”, sublinha o documento, numa tentativa de afastar suspeitas de favorecimento indevido.
Face às tensões registadas, o Governo apela à calma nas comunidades e reafirma o seu compromisso com a transparência. “O processo está a ser devidamente acompanhado pelo parceiro e pelas autoridades competentes”, lê-se na nota, que também destaca a importância da colaboração entre as partes envolvidas para garantir que a ajuda chegue a quem realmente precisa.
Entretanto, residentes ouvidos pelo Jornal Visão Moçambique defendem maior clareza na divulgação das listas e critérios, apontando que a comunicação contínua será essencial para evitar novos episódios de contestação.
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