O Ministério da Saúde (MISAU) está a ser alvo de graves acusações relacionadas com o alegado uso de medicamentos fora do prazo de validade em diversas unidades sanitárias do país. A denúncia foi tornada pública pelo presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, durante uma conferência de imprensa realizada na cidade de Maputo.
Segundo Muchave, no Centro Nacional de Medicamentos foram encontrados grandes quantidades de medicamentos armazenados desde o ano de 2024, os quais, alegadamente, continuam a ser distribuídos e administrados aos pacientes em hospitais e postos de saúde em diferentes pontos do território nacional.
“Encontrámos medicamentos armazenados desde 2024 no Centro Nacional de Medicamentos, e os mesmos continuam a ser usados nas unidades sanitárias para atender pacientes”, denunciou Anselmo Muchave.
O dirigente associativo considera a situação extremamente preocupante e acusa o sector da saúde de colocar em risco a vida da população, alegando que o uso contínuo destes medicamentos poderá estar relacionado com o aumento de mortes registadas em hospitais e centros de saúde do país.
“Há muitas mortes nos hospitais e postos de saúde ao nível nacional, e entendemos que uma das causas pode estar ligada ao uso destes medicamentos fora do prazo”, afirmou.
As declarações foram feitas no contexto da actual greve dos profissionais de saúde, que tem marcado o Sistema Nacional de Saúde nas últimas semanas. Os trabalhadores reivindicam melhores condições laborais, pagamento de direitos e maior transparência na gestão do sector da saúde.
Analistas entendem que as denúncias podem aumentar ainda mais a tensão entre os profissionais da saúde e o Governo, numa altura em que o país enfrenta desafios significativos no acesso a medicamentos, recursos humanos e qualidade dos serviços hospitalares.
Até ao momento, o Ministério da Saúde ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações feitas pela Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique.
A sociedade civil e organizações ligadas aos direitos humanos apelam à abertura urgente de uma investigação independente para apurar a veracidade das denúncias e responsabilizar eventuais envolvidos, caso as acusações venham a ser confirmadas.
Greve agrava pressão no Sistema Nacional de Saúde
A greve dos profissionais de saúde continua a afectar o funcionamento normal de várias unidades sanitárias em todo o país. Pacientes relatam longas filas, demora no atendimento e escassez de medicamentos, enquanto os profissionais insistem na necessidade de reformas urgentes no sector.
Especialistas alertam que, caso não haja diálogo entre o Governo e os profissionais de saúde, a situação poderá agravar ainda mais a crise no sistema sanitário moçambicano, afectando sobretudo as populações mais vulneráveis.
O caso promete continuar a gerar forte debate público nos próximos dias, enquanto a população aguarda esclarecimentos oficiais sobre as denúncias que envolvem a segurança dos medicamentos administrados nas unidades sanitárias nacionais.
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