Dezenas de moradores do bairro de Ngolhoza, localizado no município da Matola, na província de Maputo, encontram-se amotinados em frente às instalações da Eletricidade de Moçambique (EDM), situadas no posto administrativo de Infulene, exigindo a instalação da rede elétrica naquela zona residencial.
A manifestação, iniciada nas primeiras horas do dia, junta homens, mulheres e jovens que afirmam estar cansados de esperar pela expansão da rede elétrica para o bairro. Segundo os residentes, apesar de várias promessas feitas ao longo dos anos, a comunidade continua a viver sem acesso à eletricidade.
“Vivemos aqui há muito tempo e continuamos na escuridão. Já fizemos pedidos, já fomos várias vezes à EDM, mas até agora nada mudou”, afirmou um morador que participava no protesto.
Os residentes explicam que a ausência de energia elétrica tem causado sérios constrangimentos às famílias, afetando desde pequenas atividades económicas até ao acesso à informação e à segurança no período noturno.
“À noite é muito perigoso. As ruas ficam completamente escuras e isso facilita a ação de criminosos. As crianças também têm dificuldades para estudar”, relatou uma residente do bairro.
Alguns moradores afirmam ainda que o crescimento populacional da zona não foi acompanhado pela expansão de infraestruturas básicas, incluindo energia elétrica, o que tem agravado as condições de vida da comunidade.
“Estamos a pedir apenas o básico. Energia elétrica é um direito e também é essencial para o desenvolvimento do bairro”, disse outro manifestante.
Até ao momento, a Eletricidade de Moçambique não se pronunciou oficialmente sobre a situação nem apresentou um posicionamento público em relação às reivindicações dos moradores de Ngolhoza.
Entretanto, os manifestantes garantem que poderão intensificar as ações de protesto caso não haja uma resposta concreta das autoridades competentes sobre a instalação da rede elétrica no bairro.
