O Presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, denunciou publicamente o roubo e a destruição da letra “E” numa das infraestruturas emblemáticas do município, classificando o acto como criminoso e lesivo aos interesses colectivos.
O incidente, que à primeira vista pode parecer isolado ou de pequena dimensão, levanta questões mais amplas sobre a segurança, a conservação do património público e o nível de civismo na comunidade. A vandalização de bens municipais representa não apenas prejuízos financeiros para os cofres públicos, mas também um atentado simbólico contra os esforços de urbanização e valorização estética da vila.
“É inaceitável. O roubo e a destruição do património público são actos criminosos que prejudicam todo o Município de Marracuene”, afirmou o edil, assumindo uma posição firme ao declarar “guerra” contra os malfeitores que atentam contra infraestruturas municipais.
Na sua intervenção, Sidat sublinhou que tais actos não atingem apenas a edilidade, mas toda a população. “Quem vandaliza não está a atacar o Conselho Municipal — está a atacar cada munícipe, que quer ver a nossa terra mais bonita, organizada e desenvolvida”, afirmou.
Para além da condenação directa do acto, o presidente lançou um apelo à reflexão social. Segundo ele, o episódio evidencia um problema mais profundo ligado à formação cívica e aos valores colectivos. “Chegamos a um ponto em que precisamos refletir seriamente que tipo de educação e sociedade estamos ou queremos construir. Não podemos permitir que a falta de civismo, a má-fé ou até a inveja travem o progresso coletivo.”
A ocorrência reacende o debate sobre a necessidade de reforço das medidas de vigilância, responsabilização criminal e campanhas de sensibilização comunitária. Especialistas em governação local defendem que a protecção do património público exige não apenas policiamento, mas também envolvimento activo dos cidadãos na fiscalização e preservação dos bens comuns.
O dirigente municipal encerrou o pronunciamento com uma mensagem de responsabilidade partilhada: “Marracuene só será grande se todos assumirmos o dever de proteger o que é de todos. Quem destrói o bem público destrói o futuro comum.”
O caso segue sob acompanhamento das autoridades locais, enquanto a edilidade promete intensificar esforços para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
