Autoridades moçambicanas e portuguesas apresentaram, em Maputo, os resultados das investigações sobre a morte do cidadão português ocorrida no Hotel Polana, em janeiro deste ano.
O inspetor nacional da Polícia Judiciária (PJ) de Portugal, Santos Martins, afirmou que as investigações levadas a cabo pelas autoridades moçambicanas e portuguesas apontam para suicídio como causa da morte do antigo administrador do Banco Comercial de Investimento de Moçambique (BCI), Pedro Réis.
A posição foi tornada pública esta quarta-feira, em Maputo, durante uma conferência de imprensa conjunta entre o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia Judiciária portuguesa, realizada na sede do SERNIC, e que contou com a presença do Diretor Nacional de Investigação Criminal de Moçambique, além de responsáveis das duas instituições.
De acordo com Santos Martins, a conclusão resulta da análise de um conjunto de elementos probatórios, incluindo indícios recolhidos no local, perícias técnicas, bem como os depoimentos de testemunhas, entre as quais pessoas próximas da vítima, amigos e indivíduos que com ela mantinham convivência regular. Foram igualmente realizados interrogatórios no âmbito do processo investigativo.
“O conjunto dos elementos analisados permite concluir que não houve intervenção de terceiros”, afirmou o responsável da PJ, sublinhando que os factos apurados são consistentes com a tese de suicídio.
As autoridades explicaram ainda que a investigação decorreu num quadro de estreita cooperação institucional entre Moçambique e Portugal, envolvendo a partilha de informação e o trabalho conjunto de equipas técnicas, com o objetivo de assegurar um esclarecimento completo e transparente do caso.
A conferência de imprensa serviu para apresentar os desenvolvimentos e conclusões preliminares das investigações em torno da morte de Pedro Réis, cidadão português e antigo administrador do BCI, ocorrida no dia 19 de janeiro de 2026, no Hotel Polana, um dos mais emblemáticos estabelecimentos hoteleiros da capital moçambicana.
Tanto o SERNIC como a Polícia Judiciária portuguesa reafirmaram o seu compromisso com o rigor investigativo, a transparência processual e a cooperação internacional em matéria de investigação criminal, assegurando que o caso foi tratado com a máxima seriedade e respeito pelas normas legais em vigor.
