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Jornal Visão Moçambique

PRM ACUSADA DE MATAR A TIROS GARIMPEIRO ZIMBABUEANO EM MACANGA

População denuncia abuso de poder e diz que polícia está a instalar clima de medo nas comunidades

Tete, Moçambique — Um garimpeiro de origem zimbabweana, com perto de 30 anos, foi morto a tiro no distrito de Macanga, em plena luz do dia, alegadamente por agentes da Polícia da República de Moçambique. A morte está a gerar revolta nas comunidades e a levantar novas dúvidas sobre o comportamento operativo da corporação naquela região.

A vítima, cuja identidade não foi divulgada, foi baleada à queima-roupa. Fontes locais afirmam que o jovem não oferecia resistência e que nada justifica a actuação que resultou na sua morte.

Comunidade fala em terror e abuso de poder

Na cidade de Tete, os moradores estão agastados. Afirmam que a polícia, em vez de garantir segurança, está a impor medo.

“Não há segurança nenhuma porque é a própria polícia que devia defender o cidadão. Mas se a própria polícia é que baleia o cidadão, não há segurança,” disse um munícipe, visivelmente revoltado.

Outros residentes acusam os agentes de usarem armas para intimidar. Insistem que, se o garimpeiro estivesse em qualquer prática ilegal, devia ter sido levado ao tribunal e não executado no local.

Segundo dizem, a actuação policial tem “semeado terror” nas comunidades, deixando as pessoas sem confiança na protecção do Estado.

PRM mantém silêncio

Até ao fecho desta matéria, a Polícia da República de Moçambique não havia comentado o caso. Não houve esclarecimentos sobre os agentes envolvidos, as circunstâncias exactas do disparo ou eventuais processos disciplinares.

A estação televisiva que denunciou o caso, TV Sucessomoz, afirma que continuará a acompanhar o assunto.

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Author: Redacção