O vice-presidente da Comissão Nacional de Eleições, Fernando Mazanga, e antigo porta-voz do partido RENAMO, defende a criação de uma nova Praça de Heróis, concebida como um verdadeiro Panteão Nacional. Segundo Mazanga, o espaço deveria acolher os restos mortais de cidadãos que, ao longo da história, tiveram um papel decisivo na transformação do país.
De acordo com o responsável, a iniciativa visa reconhecer figuras que, independentemente da sua filiação política, contribuíram significativamente para o desenvolvimento de Moçambique.
“Um Panteão Nacional é necessário para criarmos um novo estatuto. O atual espaço está reservado à FRELIMO, mas não deve ser exclusivo. É preciso haver um panteão que represente todos, como forma de reconciliação, homenageando aqueles que, através da sua intervenção, mudaram alguma coisa neste país”, afirmou.
Mazanga fez estas declarações no contexto dos oito anos da morte de Afonso Dhlakama, histórico líder da RENAMO, abordando também o futuro político do partido.
Na ocasião, destacou que o conceito de herói deve ser entendido como alguém cuja ação provoca mudanças significativas na sociedade. Segundo ele, embora existam correntes que defendam a trasladação dos restos mortais de Dhlakama para a Praça dos Heróis Moçambicanos, o próprio líder evitou essa possibilidade em vida.
Mazanga recordou ainda que Dhlakama chegou a classificar a atual Praça dos Heróis como um “cemitério da FRELIMO”, evidenciando as tensões históricas em torno da simbologia nacional e da memória política no país.
