A Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME) deve afirmar-se como uma instituição independente, orientada para o futuro e comprometida com os interesses coletivos do empresariado moçambicano. Esta foi a mensagem central do presidente Pedro Silva, durante a cerimónia de tomada de posse e lançamento de novas iniciativas de desenvolvimento institucional, realizada hoje na cidade de Maputo.
Na ocasião, Silva sublinhou que a organização não pode estar subordinada a interesses individuais, destacando que todos os membros partilham direitos e responsabilidades enquanto empresários e agentes ativos no desenvolvimento da comunidade nacional.
“Temos a obrigação de ser a voz mais forte e influente do empresariado. Nós somos a alavanca do nosso país”, afirmou.
O dirigente reforçou ainda a necessidade de alcançar uma independência económica sólida e sustentável, apontando a união interna como fator determinante:
“Acredito que, com uma APME unida, poderemos construir um ambiente de negócios mais justo, previsível e próspero.”
Prioridades estratégicas
Entre as principais linhas de ação anunciadas, destacam-se:
Acesso real ao financiamento: A APME pretende intensificar o diálogo com o Governo e o setor bancário para transformar o financiamento empresarial numa ferramenta efetiva de crescimento, deixando de ser um obstáculo estrutural para as PME.
Transformação digital e inovação: O fortalecimento institucional passa pela modernização das empresas. A associação compromete-se a promover a adoção de tecnologias digitais, visando maior eficiência e competitividade nos mercados nacional, regional e internacional.
Representatividade ativa: Silva garantiu que a APME deixará de ter um papel meramente protocolar, assumindo-se como um interveniente direto na formulação de políticas públicas e na redução da burocracia.
Inclusão da juventude empreendedora: O mandato será marcado por maior abertura aos jovens empresários, com foco em mentoria e integração em projetos estruturantes da economia nacional.
Igualdade de género e autonomia económica: O presidente alertou para os desafios enfrentados pelas mulheres, sobretudo em zonas rurais, defendendo o fim de barreiras no acesso ao crédito, terra e outros ativos económicos. Segundo Silva, o empoderamento feminino é essencial para a redução da pobreza e para o crescimento sustentável do país.
Parcerias para impacto coletivo
A APME pretende também reforçar a cooperação com parceiros estratégicos, como a Confederação das Associações Económicas (CTA), o Fundo de Desenvolvimento Empresarial (FDEM) e a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), com o objetivo de alinhar esforços e promover melhorias concretas no ambiente de negócios.
A mensagem final foi de mobilização e compromisso coletivo:
“Juntos, faremos de cada micro, pequena e média empresa um grande exemplo de sucesso para Moçambique.”
A nova liderança da APME assume assim um posicionamento claro: transformar a associação numa força ativa, independente e influente no desenvolvimento económico do país.
