O presidente do município de Marracuene, Shafee Sidat, reagiu às críticas feitas pelo director executivo do Centro para Democracia e Desenvolvimento, Adriano Nuvunga, após este ter publicado um vídeo nas redes sociais reclamando do serviço prestado pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
No vídeo, gravado durante um voo da companhia de bandeira nacional que fazia a rota Johannesburg–Maputo, Adriano Nuvunga mostrou-se insatisfeito com o facto de terem sido servidas apenas bolachas aos passageiros, considerando insuficiente o atendimento alimentar durante a viagem.
Em resposta, Shafee Sidat utilizou as suas páginas nas redes sociais para relativizar as críticas, afirmando que a prática não acontece apenas na LAM, mas também em várias companhias aéreas internacionais, sobretudo em voos de curta duração.
“Viajei de Roma para Lisboa, num voo de cerca de três horas, e não deram nada para comer. Durante o voo vendiam chips, bolachas e bebidas; grátis, apenas água. O mesmo aconteceu no trajecto Lisboa–Barcelona, com aproximadamente duas horas, e também entre Brasília e São Paulo, igualmente com cerca de duas horas. São apenas alguns exemplos”, escreveu Sidat.
O edil acrescentou ainda que, em muitos voos europeus, os serviços de refeição deixaram de ser gratuitos, mesmo em companhias consideradas de referência internacional.
“Na Europa não há praticamente nada incluído. O voo Johannesburg–Maputo dura cerca de 40 minutos, e atenção: os preços lá também não são baratos”, concluiu.
O debate surge numa altura em que a LAM continua sob forte escrutínio público devido à qualidade dos serviços prestados, atrasos frequentes e reclamações dos passageiros, num contexto de desafios financeiros e operacionais enfrentados pela transportadora aérea nacional.
