Por: Dávio David
O Presidente do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha garante estar aberto a
coligar-se com qualquer candidato e partido político nas próximas eleições Autárquicas e gerais de 2029, caso o partido que dirige concorde.
Embora, Albino Forquilha reconheça que ainda não sabe se em 2029, vai concorrer para às eleições Gerais como candidato presidencial, afirma que “muitos já me colocaram essa questão”.
Não é para menos, actualmente, o PODEMOS é o segundo partido mais votado nas últimas eleições gerais, graças ao suporte da candidatura de Venâncio Mondlane, contudo, a coligação foi quebrada devido a alegados incumprimentos dos termos de referência entre ambos.
Aliás, o PODEMOS, não só é acusado de “trair” Mondlane mas bem como de ter “burlado” fundos da Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM) na coligação de 2024, segundo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.
De lá para cá, o PODEMOS está “comer bem” através da sua bancada parlamentar da Assembleia da República, e Forquilha a se beneficiar do Estatuto de líder da oposição política no país, enquanto Venâncio Mondlane vai consolidando o seu ANAMOLA, focado nas próximas eleições que já se avizinham.
Nós círculos da opinião pública, já começa a se vaticinar a “morte” política do PODEMOS e de Albino Forquilha, nas próximas eleições Autárquicas e Gerais por alegadamente ter traído Mondlane, SCM e “vendido a verdade eleitoral”.
Em entrevista exclusiva, Forquilha diz que sua eventual candidatura ao cargo de Presidente da República está refém da deliberação do seu partido, embora garanta que o PODEMOS tem “pernas” para andar sem Venâncio Mondlane.
“Meu partido é que vai decidir. Se na altura que tivermos a fazer essa reflexão (sobre as candidaturas) e o partido entender que o Forquilha deve concorrer, hei-de concorrer, mas se o partido achar que deve ir outro candidato, vou apoiar”, disse Forquilha
Sobre a probabilidade de se coligar a outros partidos políticos, nas próximas eleições Forquilha igualmente defende ponderação e avaliação mais cautelosa, alegando que os partidos políticos mudam suas estratégias e filosofia política em cada ciclo eleitoral.
“Nós, nesse momento, estamos dentro de um debate Inclusivo muito interessante que pode mudar o rumo das eleições e nessa altura saberemos com quem nos coligar se for necessário. Mas sempre será matéria de deliberação do partido, acrescentou Albino Forquilha.
Questionado sobre eventual reconciliação com Venâncio Mondlane, Forquilha disse que não há nada para se reconciliar.
“Nós tivemos juntos para fazer uma acção conjunta. Mas se nessa altura se entender que sim há necessidade de coligar e com quem coligar, iremos fazer”, assegurou.
De acordo com Forquilha, as próximas eleições Autárquicas podem ser mais desafiantes para o país, pois há intenção de se aumentar mais autarquias.
“Felizmente fiz parte da CREMOD, é provável que as próximas eleições Autárquicas de 2028, ocorram em todos os distritos. Estou a dizer bem, é provável que os distritos sejam autarcizados para as próximas eleições. Assim a acontecer, não temos um único foco, vamos trabalhar em todas os distritos, para que tenhamos capacidade para concorrer como partido concorrente”, revelou Forquilha.
Actualmente, no país existem 65 municípios e 154 distritos, o que leva a questionar , onde o Estado moçambicano vai buscar tanto dinheiro para financiar o processo eleitoral dessas dimensões e sobretudo, onde os partidos políticos concorrentes vão arranjar tanta gente para fiscalizarem o processo eleitoral?
