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INGD defende reforço da prevenção comunitária face aos riscos climáticos na região da SADC

Gabriel de Lemos destaca a importância dos pontos focais locais, da protecção das reservas alimentares e do envolvimento das comunidades na preparação para situações de emergência.

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O Vice-Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Gabriel de Lemos, defendeu o reforço das medidas de prevenção ao nível dos distritos e das comunidades, como forma de melhorar a preparação das populações perante fenómenos climáticos extremos.

O dirigente pronunciou-se à margem da Conferência Internacional sobre Riscos de Desastres e Resiliência em África, realizada entre 13 e 15 de Outubro de 2026, na cidade de Maputo, onde foram debatidas estratégias para fortalecer a capacidade de prevenção e resposta dos países africanos.

Segundo Gabriel de Lemos, a intervenção do INGD assenta, entre outras medidas, na identificação de pontos focais comunitários, com a finalidade de facilitar a circulação de informações, apoiar a preparação local e contribuir para a protecção das populações que vivem em zonas vulneráveis.

A abordagem procura aproximar os mecanismos de gestão de riscos das comunidades, permitindo que as informações sobre ameaças e as orientações de segurança cheguem às populações em tempo útil.

Reservas alimentares e evacuação preventiva

O Vice-Presidente do INGD destacou igualmente a importância de preparar as comunidades para situações de emergência, incluindo a protecção das reservas alimentares e a organização de mecanismos de evacuação preventiva, sempre que as condições de risco o exijam.

Estas medidas assumem particular relevância nas zonas expostas a inundações, ciclones e outros fenómenos que podem comprometer a segurança das populações, o acesso aos alimentos e a continuidade das actividades económicas.

A preparação antecipada permite ainda melhorar a articulação entre as autoridades locais, os serviços de emergência e os representantes comunitários, reduzindo dificuldades na transmissão de alertas e na mobilização de recursos durante situações críticas.

El Niño e preparação para a época chuvosa

Gabriel de Lemos chamou a atenção para os desafios associados às próximas épocas chuvosas e à necessidade de acompanhar os fenómenos climáticos que podem agravar a vulnerabilidade das comunidades na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Neste contexto, o dirigente salientou a importância de reforçar o envolvimento das comunidades, dos jovens e das mulheres nas acções de prevenção e preparação para emergências.

A participação destes grupos pode contribuir para ampliar a disseminação de informações, identificar necessidades locais e fortalecer a capacidade de organização comunitária perante situações de risco.

A referência ao fenómeno El Niño deve ser enquadrada nas previsões climáticas oficiais aplicáveis ao período, uma vez que a sua ocorrência e os seus efeitos variam conforme a região e a época.

Prevenção exige coordenação institucional

A intervenção do INGD enquadra-se nos esforços para reforçar a gestão antecipatória dos riscos de desastres em Moçambique, país exposto a diferentes ameaças naturais, incluindo ciclones tropicais, cheias e secas.

A eficácia das medidas de prevenção depende da articulação entre as instituições públicas, os governos locais, os serviços meteorológicos, os parceiros de desenvolvimento e as próprias comunidades.

A conferência realizada em Maputo colocou em debate a necessidade de transformar os compromissos de resiliência em acções concretas, com destaque para o fortalecimento dos sistemas de alerta precoce, a preparação local e a mobilização de recursos para proteger as populações vulneráveis.

Emuel Moisés

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