Ministro da Juventude e Desportos apela à redução da dependência da assistência de emergência e defende maior investimento na adaptação climática e na prevenção de riscos.
Ler mais: Caifadine Manasse defende aposta na prevenção para tornar África mais resiliente aos desastresO Ministro da Juventude e Desportos de Moçambique, Caifadine Manasse, defendeu a necessidade de os países africanos reforçarem os investimentos na prevenção de desastres naturais, no ordenamento territorial e nos sistemas de alerta precoce, como forma de reduzir as perdas humanas e económicas provocadas pelas calamidades.
O governante falava na quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, durante o encerramento da Conferência Internacional sobre Riscos de Desastres e Resiliência em África, realizada na cidade de Maputo, em representação da Primeira-Ministra, Benvinda Levi.
Na sua intervenção, Manasse destacou a importância de abandonar uma abordagem centrada essencialmente na assistência humanitária após a ocorrência de desastres, defendendo uma estratégia que privilegie a antecipação dos riscos e a preparação das comunidades.
Segundo o ministro, investir antecipadamente na prevenção permite reduzir os custos humanos, sociais e económicos das calamidades, além de melhorar a capacidade de resposta dos Estados perante fenómenos climáticos extremos.
Financiamento climático entre as prioridades

Caifadine Manasse chamou igualmente a atenção para a necessidade de mobilizar mais recursos financeiros para a adaptação às alterações climáticas e para a redução dos riscos de desastres em África.
No quadro das exigências de financiamento defendidas por Moçambique, o governante apelou a que pelo menos 50% dos recursos do financiamento climático internacional sejam destinados à adaptação e à redução dos riscos no continente, destacando também a importância do Fundo Africano para a Resiliência Climática.
A proposta enquadra-se no debate sobre a necessidade de garantir que os países mais expostos aos fenómenos climáticos extremos disponham de meios financeiros adequados para investir em infra-estruturas resilientes, sistemas de prevenção e mecanismos de protecção das populações vulneráveis.
África chamada a reforçar a prevenção

A conferência reuniu representantes dos Estados-membros da União Africana, responsáveis pela gestão de riscos de desastres, especialistas e parceiros internacionais, com o objectivo de debater estratégias para fortalecer a resiliência do continente.
Entre os desafios abordados esteve a necessidade de melhorar os sistemas de alerta precoce, reforçar a coordenação institucional e assegurar que os compromissos políticos sejam acompanhados por financiamento e medidas concretas.
A posição apresentada por Manasse reforça o debate sobre a transição de respostas predominantemente reactivas para políticas de prevenção e preparação, consideradas fundamentais para proteger as comunidades e promover o desenvolvimento sustentável em África.

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