Maputo — O Governo de Moçambique informou que, até ao dia 24 de Janeiro corrente, foram resgatadas 19.254 pessoas afectadas pelas cheias que assolam várias regiões do país, com maior incidência nas províncias de Maputo, onde foram assistidas 11.693 pessoas, e Gaza, com 7.561 resgatados.
Segundo dados tornados públicos pelo Conselho de Ministros, as operações de busca, resgate e salvamento estão a ser realizadas por equipas da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC), em coordenação com outras instituições nacionais e internacionais, envolvendo um total de 63 efectivos.
Para assegurar a eficácia das operações, o Governo mobilizou 44 embarcações, quatro aeronaves, nove helicópteros e uma viatura anfíbia, esta última em operação desde o dia anterior ao anúncio oficial.
As acções de salvamento contam igualmente com o apoio permanente dos bombeiros de resgate e salvamento, que operam 24 horas por dia, bem como de mais de 160 voluntários da Cruz Vermelha de Moçambique e de outras organizações humanitárias, afectos aos diversos centros de acolhimento e acomodação.
Resposta humanitária activada
No âmbito da Resposta Humanitária do Governo, e em coordenação com parceiros de cooperação, organizações humanitárias, entidades públicas, privadas e cidadãos singulares, foram activados mecanismos de emergência com vista a mitigar os impactos das cheias sobre as populações mais vulneráveis.
Neste contexto, foram desencadeadas, de forma imediata, diversas acções de assistência nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Manica, bem como na Cidade de Maputo, com enfoque na provisão de assistência alimentar e não alimentar, visando garantir a sobrevivência e a dignidade das populações afectadas.
De acordo com o Governo, a resposta humanitária em curso tem assegurado, até ao momento, uma assistência considerada suficiente, especialmente nos 94 Centros de Acolhimento e Acomodação actualmente em funcionamento no país.
As províncias afectadas receberam, através do mecanismo de coordenação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), alimentos e outros produtos essenciais em quantidades adequadas, permitindo responder às necessidades desta fase crítica.
O Executivo destaca ainda que a capacidade de resposta tem vindo a reforçar-se progressivamente, com a mobilização contínua de recursos por parte do Governo e dos seus parceiros de cooperação, bem como de organizações humanitárias e outros actores da sociedade.
Paralelamente, decorrem acções de monitoria no terreno, realizadas por membros do Governo e outras entidades públicas, com o objectivo de avaliar os esforços desenvolvidos, apoiar as equipas de trabalho e acompanhar a situação das populações afectadas.
