
Estômago que funciona como reserva de alimento e gene herdado de bactéria ajudam isópodes gigantes a economizar energia em regiões com menor disponibilidade de comida
Dignos de um filme de ficção científica, os isópodes gigantes do fundo do mar são parentes distantes dos conhecidos (e simpáticos) tatuzinhos-de-jardim. Mas são bem mais resistentes do que seus primos terrestres: segundo destaca um estudo publicado em agosto na revista Cell, alguns deles conseguem passar mais de cinco anos sem fazer uma refeição. Isso se dá graças a uma combinação incomum de características anatômicas e genéticas que permitem economizar energia no ambiente frio, escuro e com pouca oferta de alimento onde vivem.
A pesquisa, conduzida por especialistas do IOCAS (Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências), da Universidade Chinesa de Hong Kong e da Universidade Politécnica do Noroeste, identificou o gene ND1 como sendo um dos mecanismos responsáveis por ajudar esses crustáceos a enfrentarem a escassez extrema. Incorporado ao DNA dos isópodes a partir de uma bactéria, ele atua com um regulador do metabolismo.






