O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou preocupação com o agravamento do custo de vida em Moçambique, associando o fenómeno à crise de combustíveis desencadeada pela instabilidade no Médio Oriente.
Falando nesta segunda-feira no distrito de Guijá, província de Gaza, durante a cerimónia de entrega de kits agrícolas e pesqueiros destinados a mais de 181 mil produtores em todo o país, o Chefe de Estado sublinhou os impactos diretos da conjuntura internacional na economia nacional.
“O aumento do custo de vida que estamos a sentir resulta, em grande medida, da crise de combustíveis provocada pela guerra no Médio Oriente”, afirmou Daniel Chapo, destacando a vulnerabilidade do país às flutuações dos mercados externos.
A iniciativa de distribuição dos kits insere-se nos esforços do Governo para reforçar a produção interna e mitigar os efeitos da inflação, sobretudo nas zonas rurais, onde a agricultura e a pesca constituem as principais fontes de subsistência.
Segundo o Presidente, o apoio aos produtores visa não apenas impulsionar a segurança alimentar, mas também criar resiliência face aos choques económicos internacionais. “Estamos a trabalhar para garantir que as famílias moçambicanas tenham meios para produzir mais e melhor, reduzindo a dependência externa”, acrescentou.
Analistas apontam que a subida dos preços dos combustíveis tem efeitos em cadeia, refletindo-se nos custos de transporte, bens essenciais e serviços, o que pressiona ainda mais o orçamento das famílias.
A situação levanta desafios adicionais para a política económica nacional, obrigando o Executivo a equilibrar medidas de mitigação social com a sustentabilidade fiscal num contexto global incerto.
