Política

FRELIMO defende reforço do planeamento nacional para responder ao crescimento demográfico, às mudanças climáticas e aos desafios económicos e sociais do país.

Moçambique poderá passar dos actuais 35 milhões para cerca de 60 milhões de habitantes nos próximos 25 anos, um crescimento que coloca novos desafios ao planeamento económico, à prestação de serviços públicos e à criação de oportunidades de emprego. A projecção esteve entre os principais assuntos debatidos na 77.ª Sessão Ordinária da Comissão Política da FRELIMO, que defende o aproveitamento do crescimento populacional como uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento nacional.

Com base nos dados apresentados na recente Conferência sobre População e Desenvolvimento, a Comissão Política considera que o aumento da população deve ser acompanhado por políticas públicas capazes de garantir melhores condições de vida, investimento na indústria e oportunidades para as novas gerações.

Durante a abordagem, a liderança partidária destacou a importância do capital humano no desenvolvimento das nações, considerando que o crescimento demográfico, apesar dos desafios que representa, também pode constituir uma vantagem para o país.

«O capital humano é o principal recurso que qualquer nação tem e de que se deve orgulhar. O crescimento da população é um desafio, mas é também uma bênção», destacou a liderança da FRELIMO.

A Comissão Política defende, neste sentido, que o país precisa de adoptar políticas públicas orientadas para a independência económica, o incentivo aos investimentos industriais e a criação de emprego sustentável, de modo a transformar o crescimento populacional numa força produtiva.

Para além dos desafios demográficos, a sessão abordou os efeitos dos fenómenos climáticos extremos, particularmente as secas severas, os ciclones e as inundações que afectam diferentes regiões do território nacional.

Perante este cenário, a FRELIMO apelou ao Governo para continuar a aperfeiçoar os planos nacionais de contingência, reforçando as medidas de prevenção e resposta às calamidades, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis.

A preocupação surge num contexto em que os fenómenos climáticos representam uma ameaça à segurança das populações, à produção agrícola e ao desenvolvimento socioeconómico do país.

Outro assunto de destaque foi o reconhecimento da intervenção que permitiu salvar a unidade de oncologia do Hospital Central de Maputo, na sequência de um incêndio recentemente registado naquela unidade sanitária.

A Comissão Política enalteceu o profissionalismo dos bombeiros e dos profissionais de saúde, destacando igualmente a coragem de 15 jovens voluntários que participaram nas operações de salvamento de pacientes e protecção de equipamentos médicos essenciais.

Como resposta, o partido anunciou a mobilização de fundos e apoio directo para a reconstrução do serviço afectado, apelando à participação da sociedade moçambicana e das estruturas partidárias na diáspora numa iniciativa de solidariedade.

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