A inflação anual em Moçambique atingiu 7,51% em junho, refletindo uma aceleração do custo de vida, de acordo com uma nota oficial do Banco de Moçambique à qual o Jornal Visão Moçambique teve acesso.
Segundo o documento, o aumento da inflação foi impulsionado, sobretudo, pelas divisões de Transportes e de Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas, que registaram as maiores contribuições para a variação anual do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
A instituição explica que o indicador, utilizado para medir a evolução dos preços pagos pelas famílias, evidencia uma pressão crescente sobre bens e serviços essenciais, com destaque para os custos associados à mobilidade e à alimentação, dois dos principais componentes das despesas dos agregados familiares.
A subida da inflação ocorre num contexto em que consumidores e agentes económicos acompanham com atenção a evolução dos preços, devido aos seus impactos no poder de compra das famílias, nos custos de produção e nas decisões de investimento.
Embora a nota do Banco de Moçambique identifique os setores que mais influenciaram o aumento do IPC, o documento consultado pelo Jornal Visão Moçambique não detalha, neste excerto, os fatores específicos que estiveram na origem da subida dos preços em cada uma dessas categorias.
Especialistas consideram que a evolução da inflação continuará a ser um dos principais indicadores económicos a monitorizar nos próximos meses, uma vez que poderá influenciar as decisões de política monetária e o comportamento dos mercados.
O Banco de Moçambique reiterou que a inflação anual é calculada com base na variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), indicador que acompanha a evolução dos preços de um conjunto representativo de bens e serviços consumidos pelas famílias moçambicanas.
