Em dados apresentados durante o debate, ficou claro que Magoanine A enfrenta uma crise de grandes proporções. Segundo representantes locais, o bairro conta com 41.138 habitantes, distribuídos por 132 quarteirões, dos quais 71 encontram-se em zonas consideradas de risco elevado e sujeitas a inundações frequentes.
Dois centros de acolhimento temporário funcionam para atender famílias afectadas pelas cheias: o Centro Juvenil, que alberga 71 famílias — das quais 34 já receberam terrenos no bairro do Matuto — e o Centro Graça Machel, onde permanecem 94 famílias ainda aguardando solução definitiva.
Desde Setembro do ano passado, o Município de Maputo intensificou os esforços para mitigar o impacto das inundações. Uma bomba foi enviada para o bairro e diariamente o Conselho Municipal garante o fornecimento de 50 litros de combustível para manter o bombeamento constante. “Não há feriado, nem fim-de-semana. Todos os dias se bombeia, mesmo durante as chuvas, o trabalho nunca para”, assegurou um representante comunitário.
O levantamento do terreno está em curso, com a recente utilização de drones por parceiros japoneses para mapear a área e fundamentar projectos de drenagem definitiva.
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