Está prevista para este sábado a atracação, no Terminal Oceânico do Porto da Matola, de um navio que transporta combustível destinado ao mercado nacional. De acordo com fontes governamentais, a operação faz parte do plano regular de abastecimento, numa altura em que crescem preocupações públicas sobre a estabilidade do fornecimento.
As mesmas fontes indicam que, para domingo (19 de abril de 2026), está igualmente programada a chegada de um segundo navio de transporte de combustível ao mesmo terminal, reforçando a capacidade de reposição de stocks no país.
Apesar dos receios registados em alguns pontos de venda, as autoridades asseguram que existem reservas suficientes de combustíveis fósseis armazenadas nos principais terminais oceânicos nacionais, nomeadamente nos portos da Matola, Beira e Nacala. Segundo o governo, o sistema logístico continua funcional e capaz de responder à procura interna.
Entretanto, fontes ligadas ao sector energético revelam uma mudança recente nas rotas de importação. Moçambique terá reduzido significativamente a aquisição de combustíveis provenientes do Médio Oriente, em consequência da instabilidade associada ao conflito que afecta o Estreito de Ormuz — uma das principais vias marítimas globais para o transporte de petróleo.
Face a este cenário, o país passou a recorrer, com maior frequência, a fornecedores localizados em mercados asiáticos e americanos. Especialistas apontam que esta diversificação pode mitigar riscos imediatos de abastecimento, embora possa implicar variações nos custos de importação e nos prazos logísticos.
As autoridades não avançaram detalhes sobre eventuais impactos nos preços ao consumidor, mas reiteram que estão a monitorar a situação internacional e a adoptar medidas para garantir a continuidade do fornecimento energético no território nacional.
