A contestação surge numa altura em que o Governo moçambicano, em coordenação com a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários (FEMATRO), anunciou um mecanismo de apoio financeiro destinado aos operadores de transporte semi-colectivo de passageiros.
Segundo fontes ligadas ao sector, o acordo entre o Governo e a FEMATRO prevê a atribuição de um subsídio no valor de 35 mil meticais por transportador, medida que visa minimizar o impacto da subida dos combustíveis e evitar o agravamento da crise no transporte público urbano.
Entretanto, alguns transportadores consideram que o valor do subsídio é insuficiente para responder às despesas reais enfrentadas pelo sector, defendendo a necessidade de uma revisão urgente das políticas de compensação.
“O subsídio ajuda, mas não resolve o problema. Precisamos de medidas mais concretas para manter os carros a circular e garantir transporte à população”, afirmou outro operador ouvido no local.
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