Francisco Mucanheia defende aumento da produção local como resposta à subida do custo de vida provocada pela tensão no Médio Oriente
O chefe da Brigada Central de Assistência da FRELIMO na província de Maputo, Francisco Mucanheia, apelou à população da província de Maputo para reforçar as actividades de produção, como forma de reduzir os efeitos da crise dos combustíveis que afecta vários países devido ao conflito armado no Médio Oriente.
O pronunciamento foi feito esta semana, após um encontro político realizado no Posto Administrativo da Machava-Sede, no município da Matola, província de Maputo, que reuniu membros e simpatizantes do partido FRELIMO.
Durante a sua intervenção, Francisco Mucanheia destacou que a actual instabilidade internacional está a provocar impactos significativos na economia mundial, sobretudo no aumento dos preços dos combustíveis, situação que pode influenciar directamente o custo de vida das famílias moçambicanas.
“Apelamos ao nosso povo para continuar a produzir, como forma de conter os efeitos da crise dos combustíveis. Também pedimos à população para abandonar os boatos e manter a calma, porque na província de Maputo a situação continua estável”, afirmou.
O dirigente explicou ainda que o Governo está a acompanhar de perto o comportamento do mercado e os impactos económicos resultantes da guerra no Médio Oriente, sublinhando que as autoridades provinciais permanecem vigilantes para evitar especulações e desinformação junto da população.
Segundo Francisco Mucanheia, as orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, sobre o reforço da produção nacional já começam a produzir resultados positivos na província de Maputo.
“As medidas deixadas pelo Chefe do Estado para incentivar a produção estão a ser implementadas e o povo está a acatar. Isso demonstra compromisso da população em enfrentar este momento difícil”, declarou.
O responsável político aproveitou igualmente a ocasião para condenar actos de desordem pública protagonizados por alguns sectores políticos, considerando que tais práticas podem comprometer os esforços de estabilidade social e económica no país.
“Apesar da existência de alguns partidos que continuam a promover desordem pública, a maioria da população está a seguir as orientações do Presidente da República”, acrescentou.
Analistas consideram que a crise internacional dos combustíveis poderá continuar a pressionar os preços de bens e serviços nos próximos meses, razão pela qual o Governo e diferentes actores sociais insistem na necessidade de aumento da produção agrícola e industrial como alternativa para fortalecer a economia nacional.
O encontro na Machava-Sede enquadra-se nas actividades de assistência política e mobilização social que a FRELIMO vem realizando em vários pontos da província de Maputo, com foco na estabilidade económica, produção local e preservação da paz social.
