A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, destacou a vulnerabilidade de Moçambique aos fenómenos climáticos extremos, defendendo o reforço das medidas de prevenção, preparação e resposta aos desastres naturais.
Ler mais: Luísa Meque destaca vulnerabilidade climática de Moçambique na abertura de conferência africanaA dirigente falava na abertura da Conferência Africana sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência, que decorre na cidade de Maputo, de 13 a 15 de Outubro de 2026, reunindo representantes de governos, organizações regionais, parceiros de cooperação e comunidades.
Na sua intervenção, Luísa Meque recordou que Moçambique conhece de perto os efeitos dos desastres naturais e os custos humanos, sociais e económicos associados à falta de preparação e de mecanismos eficazes de prevenção.
Entre 2019 e 2025, o país foi atingido por oito ciclones tropicais de categoria 3 ou superior, além de cheias nas bacias dos rios Limpopo e Licungo e períodos prolongados de seca na região sul.
O cenário evidencia a exposição de Moçambique a diferentes ameaças climáticas e a necessidade de fortalecer a capacidade das instituições e das comunidades para antecipar os riscos e reduzir os seus impactos.
A conferência reúne cerca de 500 participantes e conta igualmente com a presença de aproximadamente 100 membros de comités comunitários de gestão do risco de desastres, provenientes de cinco comités da cidade e da província de Maputo.
A participação das comunidades constitui uma componente importante dos esforços de prevenção, tendo em conta o papel que desempenham na identificação de ameaças, na divulgação de alertas e na protecção das populações em situações de emergência.
O encontro pretende promover a passagem dos compromissos políticos para acções concretas, com maior investimento na redução do risco de desastres e no reforço da resiliência dos países africanos face aos efeitos das alterações climáticas.

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