Jornal Visão Moçambique

PARRUQUE LANÇA FUNDO DE 50 MIL DÓLARES PARA JOVENS DA MATOLA

Edil desafia estudantes a apresentar projectos inovadores para combater a erosão, a poluição, as inundações e outros problemas ambientais que afectam o município.O Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Júlio Parruque, lançou oficialmente o Fundo Juventude e Acção Climática, uma iniciativa orçada em 50 mil dólares norte-americanos, equivalentes a pouco mais de 13 milhões de meticais, destinada a financiar projectos concebidos por jovens matolenses para responder aos desafios das mudanças climáticas.O fundo conta com o financiamento da Bloomberg Philanthropies, organização que desenvolve iniciativas de apoio a aproximadamente 300 cidades em diferentes partes do mundo, tendo a Matola sido seleccionada como cidade-piloto em Moçambique para beneficiar desta iniciativa.A iniciativa surge num contexto em que a Matola enfrenta crescentes desafios ambientais, associados à expansão urbana, à actividade industrial e às consequências das alterações climáticas, situação que exige respostas concretas, sustentáveis e ajustadas à realidade dos bairros.Durante o lançamento, realizado na Escola Secundária Bonifácio Gruveta Massamba, no bairro de Khongolote, Posto Administrativo de Infulene, Júlio Parruque explicou que o principal objectivo do fundo é criar oportunidades para que a juventude, particularmente os estudantes, participe activamente na identificação e implementação de soluções para os problemas ambientais que afectam o município.Segundo o edil, a iniciativa pretende transformar a capacidade criativa dos jovens em projectos concretos, capazes de responder às dificuldades que a cidade enfrenta, defendendo que os desafios climáticos não devem ser encarados exclusivamente como responsabilidade das autoridades municipais, mas como uma preocupação colectiva.Parruque apontou as inundações que afectam algumas zonas residenciais, a erosão dos solos, a poluição atmosférica e a poluição sonora como alguns dos problemas que exigem intervenções urgentes, sobretudo numa cidade com forte concentração populacional e industrial, como é o caso da Matola.”Temos casas que ficam inundadas, temos erosão, a poluição atmosférica, a poluição sonora. São desafios de uma cidade muito grande como a Matola e industrial”, afirmou o presidente do município, ao reconhecer a dimensão dos problemas ambientais que exigem soluções locais.JOVENS DESAFIADOS A APRESENTAR SOLUÇÕESNo seu discurso, o edil procurou igualmente transmitir uma mensagem de valorização das iniciativas positivas desenvolvidas pelo município, defendendo que a comunicação sobre a Matola não deve estar permanentemente concentrada nos problemas que afectam a cidade, mas também nas oportunidades e nos esforços para encontrar soluções.”Na Matola, não são todos os dias reservados para falar de problemas. Na Matola também há coisas boas ao longo do ano para falar sobre coisas boas. Então, trazemos uma mensagem muito directa para vocês”, declarou.Dirigindo-se particularmente aos estudantes, Júlio Parruque apelou à apresentação de propostas junto do Conselho Municipal, encorajando os jovens a desenvolver projectos de pequena dimensão, mas com impacto directo na resolução dos problemas ambientais das comunidades.Entre as áreas prioritárias mencionadas pelo edil estão a separação e gestão adequada dos resíduos sólidos nas escolas, o desenvolvimento de soluções para combater a erosão nos bairros e a promoção de iniciativas de poupança e utilização racional da água.Para Parruque, não é necessariamente a dimensão financeira de um projecto que determina a sua importância, mas a capacidade de responder a um problema concreto e produzir benefícios para a comunidade.

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