João Cabrito revela itinerários e custos da deslocação do Presidente da República ao Quénia e Uganda
Uma deslocação oficial do Presidente da República realizada nos dias 11 e 12 de Maio de 2026 está a gerar debate público depois de terem sido divulgados detalhes sobre o itinerário presidencial, o tipo de aeronave utilizada e os custos associados ao transporte aéreo.
Segundo informações tornadas públicas pelo analista e investigador João Cabrito, o Chefe de Estado viajou a bordo de um jacto executivo do tipo Embraer 190, operado pela empresa maltesa AirX Charter Ltd., com matrícula 9H-DEE. O custo diário estimado da operação aérea foi fixado em cerca de 60 mil euros, o equivalente aproximado a 4,68 milhões de meticais, apenas em despesas de transporte.
“Os dados de voo mostram uma operação internacional de elevado custo suportada em apenas dois dias de deslocação oficial”, refere João Cabrito.
Itinerário Presidencial
11 de Maio de 2026
Partida de Maputo: 11h05 (CAT)
Chegada a Nairobi, Quénia: 15h37 (EAT)
12 de Maio de 2026
Partida de Nairobi: 07h59 (EAT)
Chegada a Entebbe, Uganda: 08h46 (EAT)
Aeronave Utilizada
Tipo: Embraer 190
Matrícula: 9H-DEE
Operadora: AirX Charter Ltd. (Malta)
Fontes ligadas ao sector aeronáutico indicam que aeronaves fretadas desta categoria são frequentemente utilizadas em deslocações de chefes de Estado devido às exigências de segurança, autonomia e flexibilidade diplomática. No entanto, especialistas em finanças públicas alertam que os custos operacionais associados continuam a suscitar questões sobre prioridades orçamentais num contexto económico sensível.
“Quando um único dia de transporte aéreo ultrapassa dezenas de milhares de euros, torna-se inevitável o escrutínio público sobre a relação custo-benefício destas missões”, observou um analista consultado para esta reportagem.
A divulgação dos dados reacende o debate sobre transparência nos gastos do Estado, sobretudo em missões internacionais de curta duração, numa altura em que vários sectores sociais continuam a enfrentar limitações financeiras.
Embora viagens presidenciais integrem normalmente agendas diplomáticas estratégicas, sectores da sociedade civil defendem maior clareza na publicação dos custos totais das deslocações oficiais, incluindo despesas com aeronaves, alojamento, segurança e logística.
Até ao momento, a Presidência da República ainda não apresentou um relatório detalhado sobre os encargos globais da missão realizada entre Maputo, Nairobi e Entebbe.
