Economia

Câmara de Comércio Moçambique-África do Sul destaca liderança de Moçambique na prevenção de desastres

Celso Quambe aponta o papel do INGD e defende mais investimentos em infra-estruturas resilientes para reduzir os impactos das calamidades naturais.

A Câmara de Comércio Moçambique-África do Sul (CCMAS) considera que a experiência de Moçambique na gestão e redução dos riscos de desastres constitui um aspecto relevante no reforço da resiliência climática em África, com destaque para a actuação das instituições nacionais e os mecanismos de preparação das comunidades.

A posição foi apresentada por Celso Quambe, representante da CCMAS, à margem da Conferência Internacional sobre Riscos de Desastres e Resiliência em África, realizada de 13 a 15 de Outubro de 2026, na cidade de Maputo.

Segundo Quambe, a liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, e a intervenção do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) merecem destaque no quadro dos esforços nacionais de prevenção e resposta às calamidades naturais.

A abordagem moçambicana, de acordo com a fonte, inclui a identificação de pontos focais comunitários e o acompanhamento das zonas vulneráveis, com vista a melhorar a circulação de alertas e a preparação das populações perante situações de emergência.

CCMAS defende reforço das infra-estruturas

Para a Câmara de Comércio Moçambique-África do Sul, a consolidação da capacidade nacional de resposta aos desastres exige investimentos consistentes em infra-estruturas adaptadas às condições climáticas do país.

Quambe chamou a atenção para a necessidade de reforçar as infra-estruturas públicas e apostar em soluções capazes de reduzir a vulnerabilidade das comunidades perante ciclones, inundações e outros fenómenos extremos.

A gestão dos recursos hídricos constitui outra área considerada estratégica. A construção e a manutenção de barragens e de outras infra-estruturas hidráulicas, quando sustentadas por estudos técnicos e planeamento adequado, podem contribuir para a regulação dos caudais dos rios e para a redução dos riscos associados às cheias.

A fonte destacou igualmente o interesse das novas tecnologias na resposta a emergências, incluindo a utilização de drones em operações de busca, salvamento e recolha de informações em áreas de difícil acesso.

Sector privado chamado a participar

A CCMAS defende uma maior articulação entre o Governo, o sector privado e os parceiros internacionais para mobilizar recursos destinados à prevenção e à redução dos riscos de desastres.

Na perspectiva da organização, a participação empresarial pode contribuir para o desenvolvimento de infra-estruturas resilientes, a introdução de tecnologias de emergência e a protecção das actividades económicas afectadas pelas calamidades naturais.

Moçambique enfrenta desafios associados à sua exposição recorrente a ciclones, cheias e secas, fenómenos que ameaçam comunidades, infra-estruturas e meios de subsistência. Neste contexto, o investimento na prevenção e no planeamento territorial assume importância para reduzir perdas humanas e económicas.

A intervenção da CCMAS surge num momento em que os países africanos procuram reforçar a governação proactiva dos riscos de desastres, privilegiando medidas antecipatórias, financiamento sustentável e mecanismos de resposta mais eficazes.

A conferência de Maputo reuniu representantes de governos, instituições continentais, especialistas e parceiros internacionais para debater estratégias de prevenção e fortalecer a resiliência do continente perante os impactos das alterações climáticas.

Emuel Moisés

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