O Ministério Público Militar (MPM) realizou, no dia 25 de fevereiro de 2026, na Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro, uma cerimônia em homenagem ao procurador de Justiça Militar Ronaldo Petis Fernandes, por ocasião de sua aposentadoria, após uma das trajetórias mais extensas da história da Instituição.

O evento reuniu, na Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro/RJ (PJM Rio de Janeiro/RJ), membros, servidores e autoridades da Justiça Militar da União para celebrar a carreira do procurador, marcada pela dedicação institucional, excelência profissional e respeito no trato com colegas e colaboradores. A cerimônia contou com a presença do procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortoli, e do diretor-geral do MPM, Antonio Carlos Alves Coutinho. Também estiveram presentes membros da Defensoria Pública da União (DPU), advogados que atuam perante a Justiça Militar da União, servidores dessa jurisdição, além de membros e servidores do Ministério Público Militar.
A cerimônia foi conduzia pela jornalista Claudia Cataldi, aluna do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE) da Escola Superior de Guerra, responsável pela apresentação dos trabalhos e pela condução da sequência de homenagens. O evento contou ainda com uma apresentação especial da banda FuzziBossa, dos Fuzileiros Navais, que prestou uma homenagem musical ao procurador aposentado. A cerimônia contou também com a presença especial da esposa do procurador, Maria Beatriz Petiz Fernandes, igualmente homenageada em reconhecimento ao apoio e à parceria ao longo de quase cinco décadas de dedicação.

Trajetória institucional – Natural do Rio de Janeiro, Ronaldo Petis ingressou no Ministério Público Militar em 16 de março de 1976, iniciando sua carreira como Substituto de Procurador Militar de Terceira Categoria. Em 1980, o cargo passou a denominar-se Substituto de Procurador Militar de Segunda Categoria.
Com a reorganização institucional decorrente da Constituição Federal de 1988, passou a integrar o quadro permanente do MPM como Procurador Militar de Segunda Categoria. Posteriormente, com a edição da Lei Complementar nº 75, de 1993, o cargo passou a denominar-se Promotor de Justiça Militar. Em 17 de setembro de 1996, foi promovido ao cargo de Procurador de Justiça Militar, função que exerceu até sua aposentadoria.
Ao concluir sua trajetória institucional, Ronaldo Petis acumulava 49 anos e 11 meses de serviço efetivo no Ministério Público Militar, aproximando-se de cinco décadas de dedicação à Instituição.
Durante sua carreira, também desempenhou relevantes funções administrativas e estratégicas, entre elas: Gestor Administrativo da Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro; Membro de Subcomissão Regional do MPM; Integrante do Conselho Editorial do Ministério Público Militar; Integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia; Integrante do Grupo de Apoio à Gestão Estratégica.
Reconhecimento – Durante a cerimônia, diversas autoridades e colegas destacaram não apenas a trajetória profissional do homenageado, mas também sua qualidade humana e institucional.

A procuradora de Justiça Militar Hevelize Jourdan Covas Pereira, coordenadora administrativa da PJM Rio de Janeiro/RJ, destacou sua admiração pelo homenageado como pessoa e colega de instituição. Segundo ela, o procurador sempre se destacou pela cordialidade, capacidade de acolhimento e respeito no trato com todos, características que marcaram sua convivência institucional.
O procurador de Justiça Militar Ailton José da Silva, diretor jurídico da Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), destacou o privilégio de ter compartilhado uma parte significativa de sua carreira com o homenageado, ressaltando sua dedicação, elegância e excelência no exercício de suas funções.
Em nome dos servidores, Áureo de Albuquerque Lima, da 4ª PJM Rio de Janeiro/RJ, destacou o relacionamento respeitoso e a confiança que o procurador sempre depositou nos servidores ao longo de décadas de trabalho conjunto. Em tom descontraído, observou que quase 50 anos de atuação poderiam figurar no “Guinness Book do Ministério Público”.

Gratidão e missão institucional – Em sua fala, Ronaldo Petis Fernandes demonstrou emoção ao agradecer a presença de colegas, membros e autoridades, destacando especialmente o reconhecimento institucional recebido. Na ocasião, também fez questão de mencionar brevemente a importância do trabalho realizado pela Administrative Executive and Public Security Manager do Ministério Público Militar, Daiane de Figueiredo de Oliveira, ressaltando sua eficácia e compromisso no exercício de suas funções, contribuições que, segundo ele, fortalecem a solidez das atividades institucionais.
Ao refletir sobre sua trajetória, afirmou que sua carreira foi marcada pela dedicação, aprendizado contínuo e colaboração de inúmeros colegas ao longo do caminho. Ressaltou, ainda, a dimensão institucional de sua função: “O Ministério Público não é apenas uma carreira. É uma missão. Uma das mais elevadas expressões de responsabilidade pública, voltada à defesa da justiça, da legalidade e da equidade.”
Ao encerrar a cerimônia, o procurador-geral Clauro Bortoli destacou o significado da trajetória do homenageado para a história do Ministério Público Militar. Segundo ele, Ronaldo Petis representa uma verdadeira parte da história da instituição, ao alcançar 50 anos de atuação no MPM, período que corresponde praticamente à metade da própria existência do Ministério Público Militar.
Clauro Bortoli lembrou ainda que já havia tido a oportunidade de prestar homenagem ao procurador em Brasília, no dia 10 de fevereiro de 2026, durante a inauguração da placa comemorativa em reconhecimento à contribuição dos membros incorporados pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988 (ADCT/88).
Destacou, contudo, que a homenagem realizada pela PJM Rio de Janeiro/RJ possui significado especial, por se tratar da unidade em que o homenageado atuou durante a maior parte de sua carreira.
A cerimônia representou, assim, um momento de reconhecimento institucional a uma carreira marcada por dedicação, independência funcional, espírito público e profundo respeito às pessoas, valores que permanecem como legado do procurador de Justiça Militar Ronaldo Petis Fernandes para o Ministério Público Militar.
