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TERRORISMO EM CABO DELGADO: EMPRESÁRIOS MOÇAMBICANOS SOMAM PREJUÍZOS DE CERCA DE 90 MILHÕES DE DÓLARES

Falando nesta terça-feira em Maputo o Presidente da CTA Agostinho Vuma, disse tratar-se de dados preliminares referentes há mais de quatrocentas empresas afectadas, Assim, cerca de 56 mil postos de trabalho estão ameaçados. “A nossa análise preliminar aponta para cerca de 410 empresas e cerca de 56 mil posto de trabalhos afectados e um impacto financeiro de cerca de 90 milhões de dólares que inclui destruição, atrasos de pagamentos e mercadorias em trânsito sem certeza da certificação e respectiva entrega. O distrito da Mocímboa da praia figura como um dos mais afectados com cerca de 40 porcento de empresas abrangidas e 23 porcento de postos de trabalho perdidos”. Referiu Vuma.
O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, assegurou que a agremiação está a trabalhar com os parceiros para garantir os pagamentos em atraso às pequenas e Médias empresas moçambicanas, que fornecem bens e serviços ao projecto de exploração de Gás natural Liquefeito na bacia do Rovuma.
A garantia surge na senda do encontro Mantido hoje em Maputo com o embaixador da França em Moçambique e com a liderança da Total a maior multinacional envolvida no projecto de exploração de Hidrocarbonetos no norte do país. “Com o acordo entre a nossa confederação e a própria Total decidimos criar uma equipa conjunta, como tal se fosse para mapear os pagamentos pendentes cujas mercadorias tinham sido já ordenadas pelas contratadas, o outro objectivo nesse acordo é de assegurar a facilitação do contrato, o cumprimento das obrigações com as pequenas e médias empresas moçambicanas” Disse.
Nesta quarta-feira, inicia o processo de recolha de informações e contactos com as pequenas e médias empresas moçambicanas afectadas visando acertar detalhes sobre os pagamentos a efectuar. Para além desta questão a CTA e a Total sublinham a necessidade de garantia dos serviços essenciais tais como, água, luz e telecomunicações nas áreas afectadas, visando a retoma das actividades.
“A total como líder do consórcio empresarial que opera em Cabo Delgado, também partilhou a informação de que está preocupada com a questão das consequências destes ataques. Na retoma da Total, queremos também assegurar que a EDM,, as telecomunicações, os bancos, entidades e outros órgãos de interesse público funcionam, não só para o interesse dos trabalhadores do projecto mas também da própria Petrolífera” frisou Agostinho Vuma Presidente da CTA.

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