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Morreu o radialista e escritor Samuel Mathusse

“Tussito”, conforma era carinhosamente chamado, foi um homem encantador na sua forma de “falar” nos microfones, usando sua singela e linda língua(idioma Rhonga). Samuel Mathusse, mostrou sua genialidade na comunicação através da Rede de Comunicação MIRAMARtendo nos tempos a seguir entrado no mundo da literatura, bem como do associativismo.

Matusse SamuelTussito, é como ficou popularizado o apelido do apresentador, na língua Rhonga do canal televisivo privado Miramar, Samuel Matusse. Seu apelido, Matusse, é comum na zona sul de Moçambique, mas o diminutivo, Tussito, empresta-lhe um ar de exclusividade. Um verdadeiro comunicador, nos meios de comunicação de massa, se revelou Tussito nos seus programas de diálogo interactivo naquele canal. Recordo-me do nome, de pelo menos dois, de seus programas: “Dialogando com Matusse” e “Terceira Idade”. Nunca ouvira ninguém falar nas línguas locais com o, a vontade e fluência de Tussito. Um Rhonga “puro” sem o habitual intercalar com palavras portuguesas. Ndzi kanela Xizonga! Outros aspectos interessantes dos programas de Tussito são a versatilidade dos temas e as características sociológicas de seus convidados. Desde o aborto, o celibato, o roubo, divórcio, a intrigas entre famílias, enfim, tudo que cabe na categoria de problemas sociais da vida quotidiana suburbana e rural constituem tema de debate no seu programa. Aí reina o senso comum, no bom sentido do termo, o bom senso. Os seus convidados, maioritariamente, religiosos ou autoridades morais em seus colectivos imediatos e secundários (família e igreja) são dos bairros suburbanos de Maputo (Mafalala, Xipamanine, e arredores). Os, guardiãs da moral duma sociedade que se queixa tanto da perda desses mesmos valores. Sempre que oiço esta ideia de perda de valores ocorre-me uma teoria que aprendi em física ainda no secundário segundo a qual: “No mundo nada se perde, tudo se transforma”. Mas logo me esquecia disso e embalava-me na animosidade das intervenções dos telespectadores para comentar isto ou aquilo, para opinar. Opinar. Sim, opinar. E aí me vinha outra lição escolástica: a opinião não pensa. Pensa que sabe, mas não sabe, no entanto, fala. Não sabendo, então, por que falam? “Hi mavonela ya mina” (na minha maneira de ver, igual a na minha opinião), e tocavam a comentar normativamente. Os jovens de hoje são assado e cozido, já não respeitam este e aquele costume e/ou preceito moral e por aí em diante nos mais variados assuntos. Afinal, não é proibido não ter opinião. Ai é que me enganava. É que os convidados de Tussito são experts de opinião. Produzem opinião, mesmo não sabendo. Mas ai está. O que é saber? Pergunta para muitas linhas, melhor parar por aqui. Os curiosos de certeza sabem se virar. Assim fui acompanhando, e continuo a fazê-lo sempre que posso, os diálogos de Tussito. Afinal, descobrira uma boa maneira de aprimorar mais uma língua, o Xizonga e expor-me a lógica do bem-intencionado bom senso.

Hoje surpreendentemente, pelo agrado, descobri outra faceta de Tussito. Escreve. E, escreve bem. O artigo que ‘vides’ acima é de sua autoria e foi publicado no semanário Zambeze desta semana. Tussito faz uma análise interessante da mudança de contexto sócio – políticos que tornam favoráveis ou não a censura de certas músicas. Tussito oferece-nos um quadro interpretativo para percebermos que uma música não é censurável penas pelo seu sentido ou conteúdo intrínseco, mas pelo contexto sócio-político em que esse conteúdo é interpretado e cantado. Quanto a mim, Tussito levanta um debate interessante. Pelo menos muito mais elaborado, teoricamente, do que as infrutíferas acusações sobre a originalidade da música, por exemplo. Através da leitura de Tussito podemos saber das características particulares de determinados momentos históricos por que passou o nosso país. Podemos apercebermo-nos das mudanças de regimes e por aí em diante. Enfim, podemos dar conta da transformação social que ocorreu e ocorre na nossa sociedade. E isso também é tarefa dos sociólogos. A música moçambicana sofreu uma grande transformação rítmica e de conteúdo, uma verdadeira revolução silenciosa, mas com barulho. Penso que nós, os sociólogos de carteira, ainda não demos conta disso. E essa revolução, que se manifesta hoje na emergência de “novos” ritmos como os Mpanza, Xitsuketa, Patrãoes entre outros aspectos como, por exemplo, o conteúdo das músicas, pode ser apenas a crista de algo mais profundo que ocorreu na nossa sociedade. Algo que estravaza o estéril debate da “guerra de gerações”. Precisamos ainda de uma sociologia da Música. É assim, ao ler este texto de Tussito, que descubro nele o seu lado de sociólogo, mesmo sem as credênciais académicas! Essas abrem muitas portas, menos a da “imaginação sociológica”!

 

Um vazio para os comunicadores e para os amantes do seu trabalho.

Samuel Matusse nos últimos anos esteve dedicado a sociologia e colaborava com a Rádio Voz Coop(91.4FM), apresentando o Programa “Riva ta minau” (Conheça a Lei). Este programa existe naquela instituição e comandado por Samuel Matusse há mais de 7 anos.

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Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país.
Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar.
Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta.
Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”.
Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas.
A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma.
A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana.
Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica.
Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos.
Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento.
Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”.
“A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista.
Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais.
Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

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