Dívidas Ocultas: Ângela Leão diz que não gostaria de falar sobre os imóveis construidos por Mabunda

No arranque do interrogatório da ré Ângela Dinis Buque Leão esta manhã de quinta-feira, os “não” voltam ao tribunal. A ré em audição disse não querer responder sobre quantas casas o co-réu Fabião Mabunda com a sua empresa construiu. Ângela Leão diz não ser verdade que ela tenha sido intermediária do projecto de Protecção da Zona Económica Exclusiva mas que participou de um encontro que não durou dois minutos, entretanto, ela afirma que teria levado um envelope no escritório da MULEPE com o co-réu Mutota. Mas a posterior segundo a ré o marido Gregório Leão teria recebido o envelope e disse ter visto o que estava naquele pacote e aquele disse “já vi o que está no envelope peço que não te metas mais nesse assunto”. Ângela afirma que no recebimento do envelope estavam no escritório Teófilo Nhangumele e Cipriano Mutota mas que nunca mais regressou ao escritório da MULEPE.

Questionada sobre que relação tem com a M Moçambique Construções ergueu a ré continuou sua posição dizendo que “não gostaria de referir-se ao assunto”.

“Com o grupo Privinvest não tenho nenhuma relação. Esse nome Privinvest comecei a ver e ouvir com a imprensa.” A ré foi questionada sobre que relação tem com mais de 4 empresas do grupo Privinvet e ela respondeu que nenhuma.

Numa outra pergunta foi confrontada com um email e confirma ser seu e o juiz perguntou como ela explica que só ouviu falar da Privinvest se havia enviado em 2012 um email a Mabunda perguntando se confirmava a recepção do dinheiro da Privinvest? Ângela Leão nega ter enviado um email com o conteúdo que pedisse a confirmação do recebimento do réu Mabunda de um valor da Privinvest de 1.700.000USD. “A senhora já sabia um dia antes ou seja o dinheiro só caiu na conta do senhor Mabunda no dia 13 de Maio de 2012 e a senhora sabia do recebimento antes dele”.

Ângela Leão diz que não quer confrontar o email que teria supostamente enviado que consta do processo num anexo nas 20 mil páginas. “Não preciso, nunca fiz isso”.

JUIZ: Confirma ter instruído Fabião Salvador Mabunda a transferir quantias para Sidónio Sitóe, explicando que aquele dinheiro era para pagar os imóveis que adquiria naquele co-réu.

JUZ: Essas casas que a senhora afirma serem privadas o MP afirma terem sido comprados de forma ilícita ou são de proveniência criminosa. O tribunal está aqui para julgar as dívidas. Para saber se suas casas foram compradas com o dinheiro das dívidas. O assunto aqui é das dívidas, saber se existiu um caso criminoso. A senhora está a dizer que o MP mentiu ou manipulou as informações que constam do processo? Quer dizer que o SERNIC confiado pelo Estado não é sério?

Ré: Não vou falar da minha vida privada aqui Meritíssimo.

Após uma confusão sobre a proveniência ou seja a pertença de um imóvel localizado na zona da Costa do Sol onde denominam por Cândida Cossa se aquela propriedade era sua e que tenha sido paga por Fabião Mabunda por 900.000USD, a ré continuou dizendo que não vai falar da sua vida privada.

Ré: O Sidónio é inocente acabou sendo preso porque me vendeu casas. Quero pedir desculpas a família dele por ter sido preso. É que basta mencionar nomes, as pessoas são presas porque tem uma relação com Ângela Leão. Tenho 8 pessoas detidas por causa disso.

JUIZ: Confirma que Sidónio Sitoe que vendeu a si dois imóveis geminadas e adquiriu ao preço de 300.000USD cada.

Ré: Não gostaria de responder.

JUIZ: é que também, tem um contrato de arrendamento de um cidadão sul-africano a 10.000 Rands.

Ré: Não me vou pronunciar.

A ré continua renitente em responder dizendo ser esses imóveis que fazem parte da sua vida privada.

Ângela Leão continua no banco dos réus mas é mais um, na lista dos réus que só responderam “não, não me recordo, não vou responder, respondi ontem”.

 

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