Sociedade civil Apela maior participação das Mulheres na Construção da Paz .

“mulher activa paz efectiva” é o lema escolhido para o lançamento do movimento mulher e paz, o acto que teve lugar na passada terça-feira, na Cidade de Maputo, que visa contribuir para o fortalecimento da influência das mulheres na construção da paz social e reconciliação nacional para a coesão social, com objectivo de aumentar os espaços, as oportunidades e as capacidades das mulheres em Moçambique, para se tornarem mediadoras e participarem em diálogos.

Segundo a PCA do Fundo para o Desenvolvimento da Comunidade  Graça Machel,, frisou a importância da participação e fortalecimento da influência das mulheres nos processos de construção da paz. “A única coisa que desejamos é que as mulheres sejam promotoras de um diálogo construtivo umas com as outras, famílias com outras famílias, grupos de comunidades com outros grupos de comunidades. Que as mulheres sejam um factor de colecta das nossas sensibilidades e emoções, inclusive do que nós desejamos ser como sociedade e abraçarmos isso com extrema importância”. Disse a Titular desta Pasta.

Por outro lado, o Director Executivo do Instituto Para Democracia Multipartidária (IMD) Hermenegildo Mundlovo,  é preocupante  a participação das mulheres nos ataques marginais no país. “Assim, devido à participação marginal nos processos de paz, a situação das mulheres é de facto preocupante. As mulheres e raparigas moçambicanas ainda enfrentam situações de violência e insegurança resultantes do legado duradouro da guerra civil e subsequentes conflitos militares e socio-politicos. E esta situação tende a apresentar um quadro ainda negro em algumas regiões do norte afetadas pelo terrorismo onde as mulheres fazem parte dos grupos mais vulneráveis e expostos a todo tipo de violência. “ Disse Hermenegildo Mundlovo Director Executivo do Instituto Para a Democracia Multipartidária. 

Para a Embaixadora da Suécia, Mette Sunnergren, os planos nacionais baseados na Resolução 1325 (Resolução do Conselho de Segurança da UN sobre  Mulher, paz e Segurança) são importantes, mas não são suficientes. ‘’Precisamos trabalhar activamente  para promover os direitos das mulheres  e das raparigas e isto implica inclui-las em todos processos , programas e projectos desde o seu  desenho, implementação e supervisão’’.

 

O Programa movimentado mulher e paz foi fundada em 2018, e congrega 163 mil mulheres activistas sociais e mais de 20 organizações baseadas na comunidade, nesta fase de actividades sera abrangidos 28  distritos de 7 províncias das regiões  Centro e Norte do país,

De referir que este programa é lançado pelo Governo e liderado  pela FDC em parceria com o IMD, ACCORD e conta com o apoio do Governo da Suécia.

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