ALFÂNDEGAS RETÉM MATERIAL DESPORTIVO DA FEDERAÇÃO DE GINÁSTICA DE MOÇAMBIQUE DESDE 2019

A Federação de Ginástica de Moçambique, veio a público através de um documento apresentar sua inquietação, por não ter o seu material liberado desde 2019 e agora queixa-se por não existir mais, a comunicação entre os serviços de alfândega e de várias instituições que poderiam ajudar no processo.

Tudo, começou em 2019, quando na saída do antigo Presidente da federação de Ginástica de Moçambique, Mussa Tembe, Obadias Chivondza tentou continuar com o processo de desalfandegar um material doado pelo Presidente da FIG que na época visitou Moçambique na qualidade de candidato a Presidência da Federação Internacional de Ginástica (FIG) Morinari Watanabe, decidiu que ofereceria os materiais às escolas e selecções de ginástica um pouco por todo o país.

Ao longo da sua visita ao país, Watanabe escalou diversos locais considerados ideais para instalação do material de ginástica, visando criar um centro de alto rendimento da modalidade. O Presidente da FIG, garantiu que uma vez ganho as eleições iria beneficiar o país em material desportivo para apetrechar os Ginásios da Faculdade de Educação Física UP, do Ferroviário e da Escola secundária Francisco Manyanga, algo que realmente aconteceu.

A Federação de Ginástica de Moçambique, actualmente dirigida por Obadias Manuel Chivondza, procedeu com acordos de memorando para a alocação do material nos espaços antes mencionados para beneficiarem. Antes de Obadias, o elenco do presidente Tembe teve a oportunidade de reunir-se com a Secretaria de Estado do Desporto (SED), onde deu a conhecer sobre a notícia da doação do material que já havia sido confirmado pelos doadores e que só faltava apenas anunciar-se o dia de partida.

Segundo Obadias, a SED no que lhe concerne, deu recomendações sobre como devia o presídio actual continuar com o processo, isso em 2021. 

Soube o jornal Visão Moçambique, que a Federação de Ginástica, seguiu todo o protocolo proposto pela SED que consistia em reunir toda a documentação relativa ao processo, tendo submetido a SED, Comité Olímpico e ao Fundo de Promoção Desportiva (FPD), onde constava uma carta de pedido de desalfandegamento.

Após este requisito preenchido, as instituições que receberam o expediente mandaram a Federação de Ginástica de Moçambique aguardar até a chegada do material, pois o passo seguinte seria dado pela SED.

Os queixosos contam que o material chegou em Moçambique no dia 7 de Outubro de 2021, tendo submetido um ofício pedindo a liberação do mesmo, para prosseguirem à distribuição nas instituições ora mencionadas no início.

Das entidades que receberam o ofício, sendo SED, FPD e Comité Olímpico, silêncio. “Daí o tempo foi passando e a cada dia o material somava multas até que no dia 23 de Novembro de 2021 o FPD através do Ministério da Economia e Finanças disponibilizou uma factura para o desalfandegamento num valor de 546.901,21(Quinhentos Quarenta e seis mil novecentos e um meticais, vinte-e-um centavos).”

A Federação de Ginástica de Moçambique tentou pagar, mas não conseguiu, pois o valor que tinham era insuficiente para desalfandegar o material devido às multas somadas.

Já em 2022 a Federação de Ginástica de Moçambique correu atrás do processo na SED e no FPD.

“Se antes tínhamos alguma comunicação, até isso perdeu-se, passamos a não ter os emails respondidos, chamadas não atendidas, audiências não aceites, a FIG entrou em contacto com a Federação de Ginástica de Moçambique para saber se já tínhamos o material connosco, a resposta foi, não, a mesma entrou em contacto com o Comité Olímpico de Moçambique para saber o que acontecia e de que forma pode o COM ajudar. Realmente o COM entrou em comunicação com a Federação, passamos o processo todo, semanas  passaram-se, meses passaram e nada foi feito”, conta Obadias.

O Presidente da Federação de Ginástica de Moçambique, aponta que não vai desistir do processo e tem diariamente envidado esforços para ver o material doado pelo responsável máximo da FIG, desde o financiamento para pagar o desalfandegamento, desde parceiros privados, amantes e simpatizantes de ginástica e do lado do Governo.

Obadias, lamenta e com coração partido diz ter conhecimento de que o material está nas mãos da empresa aduaneira INALDE.

A INALDE, segundo a queixa, já deu aviso de que o material será vendido em leilão ou será destruído.

Tratando-se de uma doação para a Federação Ginástica de Moçambique para massificar e impulsionar o crescimento da modalidade no país, importante salientar que o material é de grande valor, e a que considerar os benefícios sociais da doação deste material para todo o país. E sem esquecer que o material não irá beneficiar só a federação, mas ao país, a nação moçambicana”.

Refere o Presidente da Federação de Ginástica de Moçambique, que com o material o país poderá receber e organizar campeonatos internacionais de ginástica. “É de extrema importância para a nossa federação, pois conseguimos conexões de ter um material robusto de tamanha dimensão, o Estado não precisou comprar, pedimos apenas que retirem o material do porto”, clamou Obadias.

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