NO DIA DA MULHER MOÇAMBICANA: IMD exalta participação política e chama à reflexão » Género » Jornal Visão Moçambique google.com, pub-7868974546359612, DIRECT, f08c47fec0942fa0 google.com, pub-7868974546359612, DIRECT, f08c47fec0942fa0

NO DIA DA MULHER MOÇAMBICANA: IMD exalta participação política e chama à reflexão

NO DIA DA MULHER MOÇAMBICANA:

IMD exalta participação política e chama à reflexão

Os avanços que a mulher tem registado em Moçambique no tocante a participação política coloca desafios ao país que e o mundo. Esses avanços significativos também registados a nível regional de África são para Academia Política da Mulher (APM), unidade do género do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) uma oportunidade para um maior compromisso rumo à paridade do género nos espaços políticos democráticos e nos fóruns públicos e privados de tomada de decisão.

A APM cita que o ranking global sobre igualdade de género divulgado no mês de Março, pelo Fórum Económico Mundial, coloca Moçambique na posição 32 numa lista de 156 países, contra a posição 56 no índice de 2020, o que representa uma subida de 24 posições. Na avaliação, Moçambique registou 0,758 pontos de um intervalo 0 a 1 possível.

Ao nível do continente africano Moçambique faz parte dos cinco países mais bem posicionados em matéria de género, ocupando a quarta posição, seguindo Namíbia, na sexta posição, Rwanda na sétima posição, África do Sul que está na posição 18, Moçambique e Burundi na posição 26. Na região da SADC Moçambique está posicionado em terceiro lugar e no grupo de Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) segue em segundo lugar, atrás apenas de Portugal que está na posição 22.

A APM entende que a melhoria na classificação de Moçambique nos diferentes índices internacionais está associada ao aumento de mulheres no Parlamento que passou de 37 por cento na VIIIa legislatura para 42 por cento na IXa legislatura, bem como a nomeação pelo Presidente da República de um total de 10 mulheres ministras no actual Governo, correspondentes a 47,6 por cento entre os membros do Governo, incluindo o Primeiro-ministro.

Ainda assim, a Academia Política da Mulher, considera que a evolução decorre de forma imprevista e dependendo muitas vezes de uma bancada no parlamento, e alerta para a necessidade de se definir mecanismos para consolidar estes ganhos através da adopção de políticas que venham a contribuir de forma efectiva para a equidade de género nos diferentes órgãos eleitos e de nomeação.

Uma análise feita pela APM, mostra que a evolução da participação política da mulher ao nível das assembleias provinciais, em três mandatos de existência deste órgão, registou-se uma variação inconsistente do número de membros, tendo começado com 36,21 porcento de mulheres no mandato de 2010 a 2014, para depois baixar para cerca de 34 por cento no mandato de 2015 a 2019, e no actual mandato (2020-2024) uma ligeira subida, passando para 35,4 por cento.

“Fica claro que se não forem tomadas medidas adequadas, estes ganhos podem ser perdidos em qualquer processo eleitoral”, afirma Elisa Muianga, Gestora da APM.

Assim, a APM apela a todas as esferas vivas da sociedade a se manterem empenhadas em promover ainda mais a agenda da mulher, para que num futuro próximo, mulheres e homens, não vejam tenham suas aspirações limitadas pelo simples facto de pertencerem a um ou outro género.

Ao celebrar o dia da Mulher Moçambicana, a Academia Política da Mulher mostra-se preocupada com as constantes ameaças à paz e de forma particular com os ataques em Cabo Delgado.

“Apesar dos conflitos militares ameaçarem o progresso da mulher, aumentam a sua vulnerabilidade e retiram a oportunidade de irem à escola e desenvolverem pequenos negócios para o seu sustento”, avança a APM.

A plataforma, encoraja o governo para que encontre soluções assertivas para se resolver o conflito em Cabo Delgado e na zona centro do país para que as mulheres possam ir à escola, reforcem as possibilidades de participarem nos espaços democráticos e na tomada de decisões.

Jornalista & Web designer at | 847342668 | gmuchag8@gmail.com | Website | + posts

Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país.
Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar.
Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta.
Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”.
Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas.
A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma.
A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana.
Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica.
Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos.
Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento.
Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”.
“A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista.
Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais.
Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Activar notificações    Sim Não, obrigado